quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Projeto "Crescer" - Confeção de uma salada de fruta

         No âmbito do projeto "Crescer", a turma 5 da Escola EB1 de Estoi confecionou uma salada de fruta com frutos do outono. 
         Gostámos muito! Foi divertido!
         Experimentem! Vão adorar!
     




Receita da salada de fruta com frutos do outono:

Romãs, nozes, uvas, maçãs, peras, bananas,...
Sumo de laranja e água das Pedras (para a banana não escurecer) e muita boa vontade!


 
                                   A turma 5

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Visita de Estudo

No dia 10 de Novembro realizámos uma visita de estudo à estação de triagem do sotavento e estação de transferência de Faro-Loulé-Olhão. Uma técnica qualificada pela unidade mostrou-nos o funcionamento da estação de transferência de resíduos, do ecocentro e da estação de triagem dos resíduos recicláveis depositados nos ecocentros e ecopontos. Lá vimos uma separadora, que selecionava os resíduos e uma enfardadeira, que formava fardos de resíduos.
O lixo que se produz e que se coloca no contentor normal, segue num camião para o Aterro Sanitário da ALGAR. Também há lixo que se coloca nos ecopontos. O cartão e o papel são colocados no ecoponto azul. Neste ecoponto só se pode colocar papel e cartão limpos. As embalagens de plástico, de metal (as latinhas) e os pacotes de leite e de sumo são colocados no ecoponto amarelo. As embalagens de vidro são colocadas no ecoponto verde, sem as tampas, essas são colocadas no ecoponto amarelo. As pilhas são colocadas no pilhão.

Quando os ecopontos estão cheios, vem um camião da ALGAR para levar as embalagens para a estação de triagem – que é um local onde se separa tudo muito bem, para depois ser enviado para as fábricas recicladoras. Nas fábricas as embalagens são transformadas em embalagens completamente novas, que seguem para o supermercado. É assim que se faz a reciclagem!

Os restos de vegetais também podem ser reciclados numa caixa que se chama compostor. Coloca-se no compostor os restos de frutas, legumes, folhas verdes e secas dos jardins e os ramos das árvores. Alguns meses depois, esses restos transformam-se numa terra muito fofa, que se vai chamar composto. O composto serve para colocar nas plantas.
Turma 4 (3.º e 4.º anos)


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lenda do Almocreve de Estoi

Habitualmente, o almocreve José Coimbra percorria de burro os caminhos do Algarve.
Um dia, ao passar junto das ruínas de Milreu, perto de Estoi, encontrou uma bela moura encantada. Vestida com um manto de princesa, a moura sorriu-lhe e ele, fascinado, seguiu-a.
A moura chegou a um sítio, bateu com o pé no chão três vezes e um alçapão abriu-se. Desceram ambos por uma escadaria de mármore até uma sala enorme revestida a ouro. A moura deixou-o só por uns instantes. Voltou acompanhada por um leão e uma serpente, seus irmãos encantados.
A moura prometeu a José o palácio e todo o seu ouro se ele quebrasse o encanto. Para isso, teria de ser três vezes engolido e vomitado pelo leão e três vezes abraçado pela serpente. O corpo do almocreve ficaria em chaga e, finalmente, a moura o beijaria na fronte para lhe retirar os santos óleos do baptismo.
O almocreve pediu-lhe para pensar e a moura deixou-o partir com duas barras de ouro.
José Coimbra voltou para casa e tentou esquecer o episódio.
Passado pouco tempo, começou a empobrecer e decidiu vender as duas barras de ouro. Quando olhou para as barras, ficou cego. Como última esperança, resolveu consultar um especialista de olhos em Faro.
Ao passar por Estoi, apareceu-lhe a moura. Esta acusou-o de ter faltado à promessa de lhe dar uma resposta. Só lhe tinha poupado a vida porque ele nunca tinha revelado o segredo daquele encontro.
O almocreve chorou arrependido. Comovida, a moura decidiu perdoar-lhe e devolver-lhe a visão.
Conta-se que o almocreve nunca mais voltou a passar por Estoi, onde ainda hoje uma moura e os seus irmãos esperam por quem os queira desencantar.
Ana Filipa

Figura histórica

Augusto Emiliano da Costa nasceu em Tavira (1884-1968), onde aprendeu as primeiras letras. Estudou no Liceu de Beja e veio a concluir a licenciatura em Medicina, pela Universidade de Coimbra, em 1914. No decurso do seu percurso académico revelou interesse pelas Belas-Artes, interesse esse documentado nos inúmeros quadros de sua autoria que nos deixou.
Aos 30 anos, escolheu a aldeia de Estoi para se instalar e exercer medicina. Nela casou e viveu até ao fim dos seus dias. Dotado de uma sensibilidade delicada, detinha um grande sentido de humor.
Na sua poesia o sol, a luz e a cor estão sempre presentes. Expressando-se através de uma linguagem nem sempre fácil, repleta de termos científicos, usou com frequência termos e costumes regionalistas algarvios.
Das obras editadas são de realçar Rosairinha e As Saudades do Silêncio. Em1956, Faro, Estoi e Tavira homenagearam-no ao inaugurar ruas em seu nome e ao executar sessões nas Câmaras de Tavira e Faro. Aquando do centenário do seu nascimento foi novamente homenageado, no decurso de 1984-1985,
atingindo o seu ponto mais alto com a inauguração do busto do poeta.



Ana Marta

Festa tradicional

Festa da Pinha

É a Festa da Pinha a mais tradicional das festas da Aldeia de Estoi. A mais tradicional porque raros foram os anos e fortes os motivos que a impediram de sair à rua. E saiu muito mais vezes que qualquer outra iniciativa do género na Aldeia. Pelo que se consegue provar tudo indica para a origem centenária da festa.


Carina Dias

Património histórico


Palácio de Estoi ou Casa de Estoi está situado nas imediações das ruínas romanas da villa rústica de Milreu, com os seus jardins, fontes e estatuária. Foi construído pela mais relevante família da nobreza algarvia oitocentista, acentua-se o seu caráter revivalista em que são retomadas as normas setecentistas do barroco e do rococó. O palácio foi ideia de um nobre local que morreu pouco depois do ínicio da construção, em meados dos anos de 1840 (séc. XIX). Outra personalidade local adquiriu o palácio e completou-o em 1909. Foi feito visconde de Estói graças ao dinheiro e esforços que despendeu na sua construção. Os jardins exibem laranjeiras e palmeiras, fontes e estátuas, e há dois pavilhões, o da Casa da Cascata, com azulejos pintados em branco e azul, e, no terraço principal, a Casa do Presépio, com janelas de vidro colorido e fontes enfeitadas com ninfas e belos azulejos retratando cenas pastorais.





Margarida Serrão

Património histórico


A presença Romana deixou vestígios em Milreu: Ruínas romanas de Milreu ou Ruínas de Estoi (séc. II D.C). Este monumento nacional foi em tempos um espaço reservado à exploração agrícola, englobando uma área de residência rural. Esta área, inicialmente pequena, foi crescendo e crescendo. Donos de terras abastados vieram para Estoi e começaram a construir grandes casas, luxuosamente decoradas com azulejos e mármore, elementos que ainda podem ser vistos hoje.

Denis Cionca